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terça-feira, 11 de maio de 2010

Cinegrafista: sensibilidade e técnica

por Larissa Lima, Rubens Ramos e Tiago Rodrigues

A qualidade de uma boa reportagem de TV depende muito de boas imagens. Neste universo que em alguns casos as palavras deixam de ser necessárias, atua o cinegrafista, que através do seu olhar mostra a milhares de pessoas os recortes da realidade que uma reportagem leva à casa de quem “abre a porta” da TV. Além do domínio da tecnologia, saber utilizar os recursos que a câmera oferece, o cinegrafista precisa de sensibilidade, além de reconhecer quais imagens são mais importantes para compor a reportagem.

Celso Alípio é cinegrafista desde 1997. Durante os 13 anos de profissão, muitas coisas mudaram, e alguns problemas ainda permanecem. Alípio destaca que uma das maiores dificuldades da profissão atualmente é a necessidade que o mercado tem de que o cinegrafista também seja motorista. “Sinto a necessidade de um auxiliar, que poderia entre outras coisas, fazer a iluminação. Assim não precisaria clarear as imagens na ilha de edição, o que prejudica a qualidade”, completa.

No jornalismo trabalha-se com o factual. O profissional precisa pensar em como contar uma história através de imagens. É preciso parceria com o repórter, que através do texto, complementa as informações das imagens.

Sandro Bitencourt se tornou cinegrafista quase por acaso. Em 1983, quando trabalhava na TV Band como ajudante de cinegrafista, foi mandado para fazer imagens de um acidente, pois o cinegrafista estava com o braço quebrado. As imagens ficaram boas e no dia seguinte já estava escalado. Entre as particularidades da profissão, Bitencourt revela é necessário muita atenção. “Você pode cobrir um jogo de futebol durante os 90 minutos, mas se perde os 30 segundos do gol, todo o trabalho é perdido”.